Inspiração para Infografia

http://www.portugal.gastronomias.com/min001.html

http://www.portugal.gastronomias.com/min051.html

http://www.portugal.gastronomias.com/min031.html

http://www.portugal.gastronomias.com/min015.html

http://www.portugal.gastronomias.com/min030.html

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/gastronomia-portuguesa

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/doces-com-historia-0

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/porto-e-norte

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/centro

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/lisboa

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/alentejo

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/algarve

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/acores

http://www.proveportugal.pt/gastronomia/madeira

http://www.portugal.gastronomias.com/min035.html

http://www.portugal.gastronomias.com/tra007.html

http://www.portugal.gastronomias.com/beira_litoral068.html

http://www.portugal.gastronomias.com/ribatejo006.html

http://www.portugal.gastronomias.com/algarve108.html

http://gastronuniver.blogspot.pt/2009/07/broa-de-avintes.html

http://www.saborintenso.com/f23/pasteis-nata-5349/

 

Proposta 3: Pesquisas

http://jpn.c2com.up.pt/2006/07/11/infografia_nao_e_uma_linguagem_do_futuro_e_do_presente.html

 

“Como é que define a infografia moderna?

A infografia significa a apresentação visual de dados, sejam dados estatísticos, sejam mapas ou diagramas. Trata-se das três formas que adopta a infografia no jornal impresso.

Se a infografia é a linguagem que resume dados em desenhos, qualquer ilustração é uma infografia?

Não, nem todas as ilustrações são infografias. Para que a ilustração se considere infografia tem que explicar algo, contar uma história, transmitir informação como uma notícia.

Podemos chamar à infografia noticiosa um género jornalístico?

Formalmente a infografia não está aceite como um género jornalístico, mas estou convencido de que o é. A infografia é a aplicação das regras do desenho gráfico para contar histórias. Assim, se se contam histórias jornalísticas pelo meio do desenho gráfico, isso é um género jornalístico, sem dúvida.

Podemos então dizer que infografia significa “jornalismo visual”?

Sim, é um dos ramos do jornalismo visual.

E existe o conceito de jornalismo infográfico?

Efectivamente, pode falar-se de jornalismo infográfico sempre que a infografia se utilize para contar histórias jornalísticas. É infografia jornalística.

O “jornalismo infográfico” vai ser a linguagem jornalística do futuro?

Sim e não. A infografia não é uma linguagem do futuro, é uma linguagem do presente. Tem vindo a ser utilizada desde que há jornais, praticamente. Será uma linguagem jornalística do futuro? Sim, e será muito utilizada, mas isso não quer dizer que não existam outras linguagens jornalísticas que não serão utilizados em igual medida.

E nunca substituirá o jornal impresso?

Não, da mesma forma que a televisão não substitui o rádio e a rádio não substitui a linguagem escrita. A infografia é apenas mais uma linguagem, outra forma de contar histórias. Nem todas as histórias podem contar-se de maneira infográfica, da mesma forma que nem todas as histórias se podem contar bem em texto.

Por exemplo?

Não se pode contar uma história com interesse humano através de uma infografia. No caso do acidente de metro que houve em Valência onde morreram 42 pessoas, a infografia não permite contar como as famílias das vítimas experimentaram a tragédia. Por outro lado, a infografia é muito melhor para explicar por que é que o comboio descarrilou, por que chocou, onde chocou, quanta gente morreu, quanta gente está viva. A infografia é muito melhor para transmitir os dados frios, os dados duros.

Os jornalistas estão preparados para fazer infografias?

Depende de onde provenham. Qualquer jornalista que saia de uma carreira de jornalismo, em princípio, estará capacitado para entender a infografia como uma linguagem jornalística. Isso não quer dizer que qualquer jornalista esteja capacitado para fazer infografia. Para a fazer são precisos conhecimentos técnicos, assim como para escrever, para fazer televisão, etc.

Qual deve ser a formação do jornalista na faculdade?

O jornalista deve receber um formação geral sobre todos os géneros jornalísticos que existem. Tem de aprender a analisar não só a notícia escrita, mas também a reportagem, a crónica, a entrevista, tem de aprender algo de fotojornalismo e tem de aprender também as bases da infografia. Tem também de haver um curso básico de aprendizagem de infografia.

Só depois viria a especialização?

Tem de haver, obviamente, especializações. Vai haver jornalistas que vão para o meio escrito, outros para a televisão. Dentro dos que vão para o meio escrito, pode haver um ramo mais relacionado com o desenho gráfico, onde se incluem cursos avançados sobre criação de infografia impressa, multimédia e “online”.

No recrutamento de jornalistas, hoje em dia, pesa mais ter bons conhecimentos sobre História, política e relações internacionais ou dominar ferramentas multimédia que permitam fazer, por exemplo, jornalismo infográfico?

Pesa mais o conhecimento tecnológico do que o conhecimento teórico. No caso de ter de contratar alguém para o meu departamento de infografia, vou contratar a pessoa que saiba manejar as ferramentas, mesmo que num nível muito básico, mas que seja também um bom jornalista. Não contrataria nunca alguém que não soubesse manejar ferramentas.

De forma realista, pensa que os jornalistas em geral têm uma literacia visual, isto é, conhecimentos visuais que lhes dêem sensibilidade para condensar informação num desenho gráfico?

Depende. Nem toda a gente está capacitada para fazer infografia. Mas há gente que está muito capacitada, mesmo que nunca tenham feito. Encontrei muitos jornalistas nos jornais onde trabalhei, que nunca tinham feito uma infografia na vida, mas eram capazes de desenhar algo e contar o que se passara quando viam um acidente.

Portanto, só uma pequena percentagem de jornalistas faz infografias?

Sim, uma pequena percentagem.

Qual o estatuto do infografista que trabalha num jornal? É considerado um jornalista ou um desenhador gráfico?

Depende dos países e dos jornais. Na maior parte dos jornais, é considerado um desenhador gráfico. Mas nos jornais mais avançados, naqueles que produzem a melhor infografia do mundo, os infografistas são jornalistas. É o caso do “New York Times”, do “El Mundo” e do “El Pais”.

O que transforma um desenhador gráfico num jornalista?

Aprender a contar histórias e aprender as regras pelas quais se rege qualquer repórter. Deve, também, aprender a escrever notícias, reportagens, crónicas, entrevistas, e saber consultar e confrontar fontes.”

Texto e foto: Carina Branco

Proposta 2: análise crítica de elementos tipográficos da recolha fotográfica

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Para começar, achei esta frase bastante interessante, pois é o resumo do que deve ser a clareza da mensagem da tipografia:  “Peço-vos que imaginem, perante vós, uma garrafa de vinho e duas taças – uma de ouro maciço, lavrada com a filigrana mais requintada; a outra do cristal mais fino e transparente – os verdadeiros apreciadores de vinho escolherão, a meu ver, a taça de cristal, porque nela tudo está pensado para revelar, e não para esconder, a beleza do seu conteúdo.” (Beatrice Warde, The Crystal Goblet, Londres, 1955, citado por McLEAN, Tipography, Londres,1980).

A tipografia, como nos sabemos, mesmo sem pensar muito no assunto, está presente em quase todo o lado, “as crianças antes mesmo de serem alfabetizadas já reconhecem nas letras significados associados a práticas do seu mundo infantil, por exemplo quando se deparam àquele “M” amarelo e reconhecem ali o lugar no qual terão acesso a diversas guloseimas, aguçando os sentidos e a memória desta criança.” (Cristiano Leão Buratto Buzzarello, Especialista em Design, Universidade Anhembi Morumbi)

Para realizar a minha análise crítica sobre elementos tipográficos, selecionei esta fotografia, que tirei no Museu Nacional de Imprensa, no Porto. Achei-a interessante, porque reúne elementos tipográficos que são bem explícitos e porque se relaciona com a história da tipografia e com a impressão. Sabemos que, a passagem da escrita manuscrita para a mecanizada foi devida a Gutenberg, e que a partir daí a “industrialização converterá a tipografia na grande difusora da mensagem escrita”(José Bacelar, A Letra: Comunicação e Expressão). Se não tivéssemos passado por este processo, muito provavelmente, não teríamos hoje acesso aos jornais diários com tanta facilidade. É por isso que acho, que a minha recolha fotográfica deveria ser relacionada com a imprensa, pois ambos estão interligados.

O tipo de letra utilizado é serifado em todas as letras, no bico das letras encontramos um serifado mais profundo (facto que é mais evidente na letra L da palavra “Lino”), também existem serifas bilaterais (denotadas na letra “r” das palavras “Torre de Várzea, Estremadura e Amares”), a altura do corpo da letra é maior nas letras maiúsculas e menor nas minúsculas, sendo que todas as minúsculas tem a mesma altura de corpo (visível na palavra “Lino”), existem uma parte curvas nas letras “d” ( na palavra “Estremadura”), existem curvas (Bracket) nas ligações entre as hastes e as serifas, nas letras “d” e “o” é denotada a presença de um espaço aberto e redondo “dentro” da letra (Counter), o número “5” tem presente uma “bandeira” que dá continuidade ao traço horizontal e nos números “2” e “3” é visível um “anzol” na parte terminal superior.  (segundo o link: http://www.typographydeconstructed.com/).

A letra é regular e comum, quase toda a escrita está em caixa alta e baixa, excetuando as palavras “LISBOA, ÉPOCA DE e MODÊLO” que se encontram em caixa alta. Todas as palavras estão escritas da mesma cor, não tendo ligação umas com as outras, pois esta fotografia foi tirada a um catálogo de tipos de letra utilizados em imprensa. Este tipo de letra é semelhante à Times New Roman ou até à Book Antiqua.

Proposta 2: Memória descritiva

“A tipografia que tem algo a dizer aspira (…) a ser uma espécie de estátua transparente” (BRINGHURST, 2005. P.23. Elementos do Estilo Tipográfico), ou seja, a tipografia tem de ser a “expressão de ideias e conceitos por meio da forma e composição tipográfica” (frase do designer David Carson). Nesta segunda proposta, tivemos de criar, a então denominada “estátua transparente”, mas pensando sempre em cada letra como um desenho e tivemos de refletir qual a forma que queríamos criar, com as letras, para transmitir a mensagem desejada. Ou seja, tivemos de realizar uma infografia utilizando apenas elementos tipográficos com base numa notícia.

A notícia que escolhi, foi a “A arte de Joana Vasconcelos” do jornal Metro. Escolhi esta notícia, porque além de se relacionar com o design, é sobre uma artista portuguesa que é reconhecida mundialmente. A notícia fala sobre a abertura da exposição da artista no Palácio Nacional da Ajuda, onde uma das obras expostas é a “Coração Independente”, obra em qual me inspirei para a realização desta segunda proposta.

Tal como Wolfgang Weingart era vocacionado para a tipografia, Joana Vasconcelos é vocacionada para o que é tradicional português, por isso na sua obra “Coração Independente” é utilizada a forma da primitiva joalharia nacional, mais propriamente das peças de joalharia em Filigrana das minhotas, que remontam ao séc.XVII, portanto, achei adequado usar ,apenas na escrita do nome “Joana Vasconcelos”, que é o que mais se destaca,  uma tipografia que fosse antiga e relevante, tal como, a utilizada por Gutenberg na impressão da sua primeira grande obra que revolucionou o mundo. Esse tipo de letra, bastante serifada, e com distinção entre maiúsculas e minúsculas, na minha proposta, foi obtido através da junção de copias repetidas da obra de Joana Vasconcelos, “Coração Independente”, na sua versão cor-de-laranja.

Como a obra de Joana Vasconcelos sugere, o tipo de letra devia ser alusivo ao romântico, e também relacionado com a escrita antiga (neoclássica e romântica), devido à utilização, referida anteriormente, da tipografia de Gutenberg. Optei então pelo tipo de letra “Book Antiqua”, pois é uma letra serifada, tanto bilateralmente, como nas suas extremidades superiores e inferiores e é uma letra arredondada, que me remete para a impressão de catálogos e gazetas do passado, além de achar que se enquadrava esteticamente na forma por mim desejada.

Não utilizei nenhuma palavra em itálico, pois achei que iria tornar a forma da obra “Coração Independente” confusa, apenas as iniciais de Joana Vasconcelos (“JV”) se encontraram em itálico para ter um lugar de destaque visualmente. Algumas palavras encontram-se  num tamanho de letra maior e em negrito, também para se destacarem, como o caso de “Nacional, Artesanal, parceria e empresa”, pois são as que mais se relacionam com a notícia, visto que damos importância à Joana Vasconcelos, por ser NACIONAL, damos importância à sua obra por ser ARTESANAL e a exposição no Palácio Nacional da Ajuda só foi concretizada por existirem PARCERIAS com EMPRESAS. Também existem outras palavras a negrito para existir diferenciação de importâncias e para ser mais apelativo esteticamente.

Todo o “Coração Independente” foi construído com garfos de plástico, existindo três versões, a de garfos de plástico laranja, vermelhos e pretos, motivo pelo qual a minha proposta apresenta essas três cores. O “vermelho é de matiz provocador” (Dondis, “Elementos Básicos da Comunicação Visual”), o laranja também lhe está relacionado, pois é uma cor quente, tal como o vermelho, o laranja é também uma cor que significa movimento e espontaneidade. Já o preto, funciona como algo neutro, que contrasta com a vivacidade das outras duas cores utilizadas. O facto de terem sido usados exclusivamente garfos de plástico na obra “Coração Independente”, inspirou-me para criar na tipografia elementos construídos com a palavra garfo, como tal, criei a forma de dois garfos e de uma forma “padrão” vermelha , que no centro possui um coração preto, elemento usual nas obras de Joana de Vasconcelos e da joalharia minhota. Por último, representado a cinzento, existe a forma do Palácio Nacional da Ajuda, local onde se vai realizar a exposição, aí utilizei palavras onde podemos encontrar os dias, horas e obras da exposição, todas com a cor do edifício.