Proposta 2: análise crítica de elementos tipográficos da recolha fotográfica

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Para começar, achei esta frase bastante interessante, pois é o resumo do que deve ser a clareza da mensagem da tipografia:  “Peço-vos que imaginem, perante vós, uma garrafa de vinho e duas taças – uma de ouro maciço, lavrada com a filigrana mais requintada; a outra do cristal mais fino e transparente – os verdadeiros apreciadores de vinho escolherão, a meu ver, a taça de cristal, porque nela tudo está pensado para revelar, e não para esconder, a beleza do seu conteúdo.” (Beatrice Warde, The Crystal Goblet, Londres, 1955, citado por McLEAN, Tipography, Londres,1980).

A tipografia, como nos sabemos, mesmo sem pensar muito no assunto, está presente em quase todo o lado, “as crianças antes mesmo de serem alfabetizadas já reconhecem nas letras significados associados a práticas do seu mundo infantil, por exemplo quando se deparam àquele “M” amarelo e reconhecem ali o lugar no qual terão acesso a diversas guloseimas, aguçando os sentidos e a memória desta criança.” (Cristiano Leão Buratto Buzzarello, Especialista em Design, Universidade Anhembi Morumbi)

Para realizar a minha análise crítica sobre elementos tipográficos, selecionei esta fotografia, que tirei no Museu Nacional de Imprensa, no Porto. Achei-a interessante, porque reúne elementos tipográficos que são bem explícitos e porque se relaciona com a história da tipografia e com a impressão. Sabemos que, a passagem da escrita manuscrita para a mecanizada foi devida a Gutenberg, e que a partir daí a “industrialização converterá a tipografia na grande difusora da mensagem escrita”(José Bacelar, A Letra: Comunicação e Expressão). Se não tivéssemos passado por este processo, muito provavelmente, não teríamos hoje acesso aos jornais diários com tanta facilidade. É por isso que acho, que a minha recolha fotográfica deveria ser relacionada com a imprensa, pois ambos estão interligados.

O tipo de letra utilizado é serifado em todas as letras, no bico das letras encontramos um serifado mais profundo (facto que é mais evidente na letra L da palavra “Lino”), também existem serifas bilaterais (denotadas na letra “r” das palavras “Torre de Várzea, Estremadura e Amares”), a altura do corpo da letra é maior nas letras maiúsculas e menor nas minúsculas, sendo que todas as minúsculas tem a mesma altura de corpo (visível na palavra “Lino”), existem uma parte curvas nas letras “d” ( na palavra “Estremadura”), existem curvas (Bracket) nas ligações entre as hastes e as serifas, nas letras “d” e “o” é denotada a presença de um espaço aberto e redondo “dentro” da letra (Counter), o número “5” tem presente uma “bandeira” que dá continuidade ao traço horizontal e nos números “2” e “3” é visível um “anzol” na parte terminal superior.  (segundo o link: http://www.typographydeconstructed.com/).

A letra é regular e comum, quase toda a escrita está em caixa alta e baixa, excetuando as palavras “LISBOA, ÉPOCA DE e MODÊLO” que se encontram em caixa alta. Todas as palavras estão escritas da mesma cor, não tendo ligação umas com as outras, pois esta fotografia foi tirada a um catálogo de tipos de letra utilizados em imprensa. Este tipo de letra é semelhante à Times New Roman ou até à Book Antiqua.

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